sexta-feira, abril 26, 2002

Oi gentemmmmmmmm...boa sexta-feira para todos...recebi o texto abaixo e achei interessante...menis por favor comentem...vcs concordam?

O fim da arte! (Para os punheteiros de plantão).

Assim como não se vê mais jogadores de futebol com a habilidade e o carisma
de antigamente, e nem corredores de fórmula como Piquet e Senna. Existem
outros grandes valores de nossa sociedade que estão morrendo...

O Fim da Punheta Arte

Quando tinha 12 anos ainda não tinham inventado essa merda de
Internet, nem a TV a cabo. Playboy e outras revistinhas de sacanagem eram
coisa do outro mundo, o acesso era muito difícil, quando um moleque da rua
descolava alguma putaria ele virava o "Rei da Cocadaboa" por algumas
semanas, pelo menos até a revistinha se deteriorar completamente e perder
sua utilidade. A cara-de-pau de chegar numa locadora e alugar um vídeo de
sacanagem ainda não existia, o seu Moura (dono da locadora) era muito amigo
do meu pai. Era foda, nem mesmo uma bunda com um short enfiado lá no rego
aparecia pela TV. Ou seja, minha punheta tinha que ser muito criativa, não
contava com todos os artifícios que a garotada dispõe hoje em dia.
Minhas armas eram poucas. Contava com umas porno-chanchadas que
raramente rolavam na Manchete (1 hora de chatice para ver 4 minutos de
pentelhos). As fodas nesses filmes eram muito fracas, "foda de umbigo" como
bem expressou um camarada meu em um dia de revolta. Também dispunha do
catálogo da Avon da minha mãe, tinham 4 ou 5 páginas com umas mulheres de
calcinha e sutiã. Acho que era só.
Lembro que em uma época mais feliz rolava um programa no SBT com
o
Mielle, "Coquetel", tinha umas garotas "Tutti-frutti" mostrando as tetas de
vez em quando.
O strip completo no final do programa era quase uma lenda, nunca
ninguém viu.
Com estes poucos instrumentos na mente e meu instrumento na mão,
era
difícil eu conseguir me virar.
Talvez daí venha a minha criatividade para ficar escrevendo
nesse
site maluco. O esforço de abstração era enorme, quase entrava em "alfa".
Juntar umas vagas lembranças de uma revistinha sueca, uma pitada da Sônia
Lima e uns lampejos de mulheres em sutiãs de 15 mil cruzados novos era uma
tarefa árdua para um cérebro ainda em desenvolvimento. E eu nem era dos
melhores.
Tinha uns camaradas da rua que eram mais cascudos nessa arte. Um
moleque conhecido misturava a imagem do umbigo do Marcos (um gordinho da
rua
que tinha o umbigo justamente na racha de um pneuzinho de banha), a foto
dos
mexilhões em uma embalagem de patê e o desenho animado da She-ra. Não sei
qual era a intensidade do orgasmo que saía daí, mas ele não se queixava.
Você pode achar tudo isso estranho, mas era um exercício muito
saudável, para o corpo e para a mente.
Nossa geração ficou mais criativa, desenvolveu fantasias sexuais
melhores e credenciou milhares de atletas de alcova. A punheta abstrata, ou
punheta arte, me consagrou como indivíduo.
Sou o que sou graças a ela.
Hoje em dia é tudo mais fácil e automático. A molecada conta com
bundas e xotas suadas pulando para fora dos shortinhos em todos os canais.
Putaria na Internet e em vídeo nem se fala. Até os desenhos animados
ficaram
mais fáceis de fantasiar. Estamos criando uma geração adepta da punheta de
resultado.
Pá, pum, 3 minutinhos e estamos resolvidos. Todo o glamour foi
embora. Tenho pena destes infelizes, com certeza a desenvoltura deles
interagindo com o sexo oposto será muito mais pobre do que a nossa.
Punheta de resultado resulta em sexo de resultado. Eles estão
mal
treinados desde as divisões de base.
Deixo aqui meu manifesto: a putaria explícita de hoje está
acabando
com a qualidade de nossa libidinagem futura. Salvem a pura punheta de
nossos
filhos, libertem-na desse sexo instantâneo que não estimula a criatividade.

Sem comentários: