Conheci alguem que balançou com tudo aqui dentro de mim...linda...inteligente ...gente boa..e, ainda por cima, gosta de samba...perfeito, né? ...Seria se nao fossem as complicaçoes que envolvem uma relaçao "diferente"...Medo...receio...covardia...nao sei bem como definir...mas tb. nao cabe a mim definir os sentimentos de ninguem...s'o posso dizer que entendo, apesar de nao compreender....
Sei que para uns ter um relacionamento diferente é uma opçao...um dia tb. pensei assim...ate que descobri que na verdade gostar de alguem do mesmo sexo nao é uma opçao mas sim a falta dela...uma vez que se fosse opçao sempre optariamos pelo caminho mais facil...menos complicado...Mas nao e assim que funciona...acho que se tivesse optado por algo estaria indo quanto a minha natureza...nunca saberia se estaria vivendo a minha vida mesmo ou apenas desviando dela...Costumo dizer que sou gay de teimosa...rs...Nunca tive qualquer tipo de relacionamento problematico com homens...pelo contrário...eles sempre me trataram muito melhor que qualquer mulher...meus namoros na fase gay de ser me fizeram feliz mas nunca me trouxeram paz...nem por isso desisto...um dia me dou bem!
Hj recebi um e-mail que fala exatamente dos fantasmas dos relacionamentos passados e achei que esclarecer perfeitamente "toco" que levei...
COMO OS “FANTASMAS” DO PASSADO INFLUENCIAM AS RELAÇÕES AMOROSAS
Grande parte das ligações amorosas criam as suas próprias “assombrações” - perdas e traições, por exemplo. Esses ‘fantasmas’ influenciam todas as nossas futuras escolhas de parceiros. Parece difícil livrar-nos de tais pesadelos, porém a recompensa estará nos relacionamentos verdadeiros e duradouros que seremos capazes de construir a partir daí.
Amar alguém é expor-nos a sensações maravilhosas. É também viver muitas vezes as situações complicadas que costumam cercar o relacionamento amoroso. O amor é um processo, não uma solução. Já ficar sozinho é levar uma vida descompromissada.
Experimentamos provocar um encontro saindo para conhecer gente nova. Se por acaso não dá certo, é comum pensarmos: “Vou tentar em outro dia, quando eu estiver mais espirituoso, menos carente, mais ‘de fogo’, menos entregue à minha solidão.”
A psicologia nos informa que a luta para estabelecermos uma relação no presente depende das batalhas do passado e é ditada por elas. Quando nos sentimos soterrados pelo peso do passado, é raro nos acharmos livres para novos relacionamentos. Muitas das ligações amorosas que vivemos criam suas próprias “assombrações” - perdas e traições, por exemplo -, ou seja, deixam lembranças dolorosas. Esses “fantasmas” provavelmente influenciam nossas futuras escolhas de parceiros.
Ao iniciarmos uma relação amorosa, começamos a perambular pela memória e a rever nossos vínculos anteriores, porque os “fantasmas” do passado programam as nossas ações do futuro. Alguns de nós são programados para envenenar suas uniões; outros, para trair sistematicamente. Mas isso não é o que somos. Podemos fazer uma operação “caça-fantasmas” e criar programas diferentes, novos, melhores.
Existem seres humanos que são mais privilegiados do que outros. Tiveram uma infância cercada de carinho. Mas, infelizmente, o passado da maioria das pessoas é habitado pelo menos por alguns “fantasmas” - pais ausentes, irmãos violentos e mães angustiadas são exemplos. Todas essas situações criam suas próprias “assombrações”.
Qualquer vínculo com pais, irmãs, amigos, namorados, ex-mulheres, vivos ou mortos, pode assombrar nossas uniões atuais, a menos que façamos as pazes com nosso passado. Isso ocorrerá inúmeras vezes. Ignoramos tais “fantasmas” não os faz desaparecerem. Embora não sejamos assombrados em todas as 24 horas do dia, quando menos desejamos eles reaparecem na forma de medo.
Podemos dizer que quase tudo que sabemos sobre o amor aprendemos com nossos “fantasmas”: da infância, da adolescência ou mesmo da vida adulta. O “supercomputador” emocional que vive dentro de cada um de nós recuperará essa informação de nosso banco emocional e o resultado às vezes é esmagador. Podemos, contudo, tomar algumas medidas concretas e objetivas. Se visitarmos nosso passado para descobrir quais são nossos “fantasmas” e por que eles existem, nós nos tornaremos mais conscientes, livres e compreenderemos melhor o que somos, o que permitirá encontrar relações em que exista mais amor no presente e no futuro. Gostamos de acreditar que o passado é passado; mas, se temos uma história de amor repleta de perdas que não foram compreendidas, elas vão causar enorme ansiedade e até pavor toda vez que formos tentar um novo relacionamento.
Alguns de nós passam a vida lutando contra seus “fantasmas” e sentindo pena de si mesmos pela difícil sina que lhes foi destinada. Outros tentam, pela terapia, livrar-se deles passo a passo, um de cada vez. Liberar nossos fantasmas e livrar-nos das camadas de programação que se acumulam talvez pareçam uma tarefa assustadora. Mas a recompensa está nas relações verdadeiras e duradouras que poderemos construir a partir daí. À medida que os “fantasmas”e seu programas se dissolverem, o que restar será nosso eu mais verdadeiro. Esse ser terá um desempenho amoroso melhor do que qualquer programa ou “fantasma” jamais conseguiria.
Maria Helena Matarazzo é sexóloga, terapeuta e conferencista em SP. Publicou, entre outros livros, Encontros, Desencontros & Namorantes (Editora Mandarim).
Steven Carter terapeuta americano, publicou A Coragem de Amor (Editora Coutrix)