quarta-feira, março 13, 2002

Curiosidades "OSCARINAS"

A POLÍTICA

As festas do Oscar nem sempre são dedicadas apenas à causa cinematográfica. Muitos artistas, engajados com causas políticas, aproveitaram a cerimônia para chamar a atenção da sociedade. Na década de 70, por exemplo, diversos atores e desconhecidos protestaram no Oscar contra a Guerra do Vietnã. Isso sem contar os discursos politizados de vários atores em outros anos, que levaram suas ideologias à festa:


Em 1974, um homem de smoking e crachá "Imprensa VIP" entrou nos bastidores da festa sem problemas. Quando David Niven anunciou o nome de sua companheira de apresentação, Elizabeth Taylor, o estranho, Robert Opel, atravessou o palco nu, carregando apenas um cartaz pedindo paz no Vietnã. Na cerimônia do ano seguinte, o mesmo conflito foi lembrado, desta vez por ganhadores do prêmio. Peter Davis e Bert Schneider (Corações e Mentes), ao subirem ao palco para receber o prêmio de Melhor Documentário, leram um telegrama enviado por um líder vietcong: "Por favor, transmita a todos os seus amigos na América o nosso reconhecimento por tudo que têm feito em prol da paz no Vietnã". Este episódio enfureceu Frank Sinatra e Bob Hope, republicanos ferrenhos e ardorosos defensores da participação dos EUA na guerra.


Já em 1978, nas imediações do local de entrega do Oscar, grupos palestinos e judaicos entraram em choque por causa da indicação de Vanessa Redgrave ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por Júlia. Motivo: a atriz havia feito a narração de um documentário simpático à causa palestina. Vanessa recebeu o prêmio e fez um discurso elogiando os palestinos e à Academia, por não se deixar influenciar pelas manifestações contrárias à sua indicação. Seu discurso acabou despertando a fúria de grande parte da platéia, de maioria judaica.


Em 1994, o casal Susan Sarandon e Tim Robbins, convidado para a entrega de um dos prêmios, aproveitou o momento para protestar contra a quarentena imposta aos cubanos com Aids na base americana de Guantâmano. A Academia não ficou muito satisfeita com o protesto e o casal só voltou a participar de uma cerimônia três anos depois, em 1997.


Foi em 1997 que cerca de 50 protestantes resolveu tomar conta da porta do Shrine Auditorium, horas antes da festa. Os integrantes da Pure Love Alliance (Aliança do Puro Amor) exibiram faixas com as frases "Nenhum Oscar para um pornógrafo" e "Pornô é poluição" assim que surgiu o diretor Milos Forman, que concorria por O Povo Contra Larry Flynt. A polícia agiu rapidamente e os manifestantes tiveram de entregar as faixas, além de deixarem o local. A Aliança perdeu assim a oportunidade única de chamar atenção, já que momentos depois o verdadeiro Larry Flynt apareceu para participar da festa.


A entrega do prêmio honorário a Elia Kazan, em 1999, dividiu a platéia. O motivo do descontentamento foi que o diretor denunciou vários profissionais de cinema ao Comitê de Atividades Anti-Americanas do Congresso, liderado pelo senador Joseph McCarthy, em 1952. O Comitê foi responsável pela caça às bruxas no meio cinematográfico, interrompendo carreiras de muitos profissionais suspeitos de pertencerem ao Partido Comunista. Parte da platéia aplaudiu de pé o veterano cineasta, como Warren Beatty. Outros permaneceram sentados, de braços cruzados e expressão séria, como Ed Harris, Robert De Niro e Nick Nolte

ATRIZES


Em 1937, Alice Brady foi anunciada a vencedora na categoria de Atriz Coadjuvante por Na Velha Chicago. Alice não compareceu à festa e tampouco mandou um representante. Mesmo assim, um desconhecido (e bem cara-de-pau) se dirigiu ao palco, recebeu o prêmio, agradeceu e foi embora livre e desimpedido para nunca mais aparecer. A Academia só tomou alguma providência dez dias depois, enviando à atriz uma nova estatueta.


Hattie McDaniel foi a primeira atriz negra a ganhar um Oscar. Isso aconteceu em 1939 por sua performance em ...E O Vento Levou, como a ama rebelde de Scarlet O'Hara. Foi também a primeira vez que uma atriz negra comparecia a uma cerimônia do prêmio.


No mesmo ano e pelo mesmo filme, a estreante em Hollywood Vivien Leigh chegava à consagração quando anunciaram seu nome como a Melhor Atriz do ano. Vivien foi a primeira atriz inglesa a receber um Oscar.


O discurso de Greer Garson, a Melhor Atriz de 1942 por Rosa da Esperança, foi o mais longo da história: passou de uma hora.


Definitivamente, a festa do Oscar é motivo de nervosismo entre os artistas, especialmente quando se trata de um concorrente à estatueta. Na festa de 1952, Shelley Winters (Um Lugar ao Sol), certa de ouvir seu nome ao ser anunciada a ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, levantou-se para receber o prêmio. Mas, na verdade, a chamada foi Vivien Leigh (Uma Rua Chamado Pecado). Vittorio Gassman, marido de Shelley na ocasião, conseguiu puxá-la, caindo os dois no chão. Disfarçando o máximo possível, o casal conseguiu engatinhar de volta aos seus lugares.


Enquanto um Oscar pode ser a ascensão de uns, o prêmio pode ser considerado o início da queda de outros. Decepcionada por não ter recebido o Oscar que esperava por sua atuação no filme Nasce Uma Estrela, em 1954, Judy Garland imergiu lentamente no alcoolismo e cometeu suicídio em 1969.


Simone Signoret foi a primeira atriz a ganhar um Oscar pela interpretação em um filme inglês. Foi em 1959, por Almas em Leilão, que também ganhou o prêmio de Roteiro Adaptado.


Elizabeth Taylor sempre foi famosa por seus casamentos. Foram sete, no total. Mas um fato curioso liga seus casamentos aos dois Oscars que a atriz recebeu ao longo de sua carreira. Elizabeth foi a única atriz que ganhou todos as estatuetas por performances ao lado do marido, que por sinal não era o mesmo nas duas oportunidades. Em 1960, ela ganhou o prêmio de Melhor Atriz por sua atuação em Disque Butterfield 8, no qual atuou ao lado de Eddie Fisher, seu marido na época. Já em 1966, a atriz ganhou o Oscar na mesma categoria por Quem Tem Medo de Virgínia Wolf?. Neste filme, seu companheiro de tela (e cama) era Richard Burton, também indicado como Melhor Ator naquele ano.


Um dos mais lendários mitos sexuais do cinema, a atriz Rita Hayworth, jamais recebeu uma indicação ao Oscar. Mas isso não a impediu de comparecer às festas da premiação, quando invariavelmente ficava tensa. Na festa de 1964, Rita cometeu um pequeno deslize ao anunciar os concorrentes ao prêmio de Melhor Diretor. Por causa de uma confusão nos bastidores, foi perdido o envelope especial com letras garrafais para que a atriz, míope, pudesse ler perfeitamente o nome dos diretores. Rita teve de se esforçar para ler os nomes do envelope tradicional e, engasgando, falou "Dony" (e não Tony) Richardson, vencedor por As Aventuras de Tom Jones. Para sua sorte, o diretor não estava presente para receber o prêmio.


- Em 1969, Katharine Hepburn (O Leão no Inverno) e Barbra Streisand (Funny Girl, A Garota Genial) dividiram o prêmio de Melhor Atriz.


O discurso de Louise Fletcher, em 1975, foi um dos mais peculiares e memoráveis da história do Oscar. Ao agradecer o prêmio de Melhor Atriz por Um Estranho Ninho, Louise fez um discurso na linguagem de sinais para que seus pais surdos-mudos entendessem.


Em 1986, Geraldine Page, Melhor Atriz por Regresso pra Bountiful, demorou alguns bons segundos para se levantar da poltrona e se dirigir ao palco para receber o prêmio. Emoção? Não. Ela não conseguia encontrar os sapatos embaixo da poltrona.


ATORES

O primeiro dos dois empates da história do Oscar aconteceu na categoria de Melhor Ator, em 1932. Wallace Beery (O Campeão) e Fredric March (O Médico e o Monstro) dividiram o prêmio. E nem mesmo a Academia pôde prever o resultado. A estatueta foi entregue por Norma Shearer para March, mas ela teve de voltar ao palco para anunciar que os votos haviam sido recontados e acontecera um empate. Uma estatueta extra teve de ser buscada às pressas.


Até 1934, Clark Gable era considerado um ator de menor importância. No entanto, naquele ano, ele foi emprestado à Columbia (o ator era da MGM) para rodar um filme do qual ninguém queria fazer parte. Era Aconteceu Naquela Noite, de Frank Capra. O resultado foi a primeira premiação da história do Oscar em todos os prêmios principais (Filme, Diretor, Atores, Roteiro) e a consagração de Gable como o "rei" de Hollywood.


Em 1944, Humphrey Bogart, que concorria por sua atuação em Casablanca, levantou-se ao ouvir o nome chamado como vencedor na categoria de Melhor Ator. Quando percebeu que o premiado foi Paul Lukas (Horas de Tormenta), começou a aplaudir o vencedor de pé para disfarçar a gafe.


Ganhar um Oscar é a consagração de um profissional do cinema. Por isso, quem ganha um nunca esquece e cuida muito bem de sua estatueta. Mas não foi isso que aconteceu com o ator Barry Fitzgerald. Em 1945, ele ganhou o prêmio de Ator Coadjuvante pelo filme O Bom Pastor, mas teve pouco tempo para exibir seu prêmio. Conhecido adepto do golfe, o ator estava praticando dentro da sala da sua casa quando uma tacada mais forte acertou em cheio seu Oscar, arrancando a cabeça da estatueta.


O ator que teve a atuação mais curta premiada com um Oscar foi o saudoso Anthony Quinn. Ele apareceu em Sede de Viver por apenas oito minutos e sua performance rendeu-lhe o troféu de Melhor Ator Coadjuvante em 1957.


Se Anthony Quinn recebeu um Oscar por sua breve performance, alguns atores receberam seu Oscar sem precisar falar nada nas telas: Jane Wyman, Melhor Atriz por Belinda (1948); Patty Duke, Melhor Atriz Coadjuvante por O Milagre de Anne Sullivan (1962); John Mills, Melhor Ator Coadjuvante por A Filha de Ryan (1970); Marlee Matlin, Melhor Atriz por Filhos do Silêncio (1986); e Holly Hunter, Melhor Atriz por O Piano (1993).


Sidney Poitier foi o primeiro negro a receber um prêmio de Melhor Ator. Isso aconteceu em 1964, pelo filme Uma Voz nas Sombras. Compreendendo que aquele era um momento histórico, Poitier descreveu em uma autobiografia o que se passava em sua cabeça momentos antes de receber o prêmio: "Não vou subir lá e ficar fazendo papel de bobo. A primeira coisa que vão dizer será: 'É o primeiro negro a vencer e não consegue abrir a boca.' Pense, Sidney, pense!" Na cerimônia de 2002, Poitier receberá um prêmio especial da Academia pelo conjunto de sua obra.


Joel Grey, Melhor Ator Coadjuvante em 1972 por Cabaret, foi o único ator que recebeu um Oscar por um personagem que apenas cantava.


O comediante Marty Feldman deu uma de desastrado na cerimônia de 1977. Ao entregar o prêmio de Melhor Curta-Metragem, Feldman deixou a estatueta cair, que se partiu em vários pedaços.


Jack Palance roubou a cena na festa de 1992. Para comemorar o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante, recebido graças ao seu desempenho em Amigos, Sempre Amigos, Palance fez flexões com um só braço em pleno palco. Tudo isso pra mostrar que ainda estava em forma, no auge dos seus 73 anos.


Os comediantes vivem roubando a cena nas festas do Oscar. Em 1997, foi a vez do careteiro Jim Carrey fazer sua gracinha no palco. Ao entregar um dos prêmios da noite, o ator incorporou seu personagem Ace Ventura: Carrey virou de costas para o público e usou as mãos para 'fazer suas nádegas falarem'.


Nos últimos 20 anos, os britânicos levaram 26 das cem indicações para o Oscar de Melhor Ator. Uma predileção que tem limites, já que em 1984 havia quatro ingleses e um americano na disputa - ganhou o californiano Robert Duvall, por A Força do Carinho.


Robert Redford, Warren Beatty, Kevin Costner, Clint Eastwood e Mel Gibson são os atores que já ganharam Oscar como diretores.


A festa de 1959 foi, provavelmente, uma das mais inesquecíveis, marcada por muitas gafes e desorganização. Primeiro, o vencedor do Oscar de Melhor Ator, David Niven, por Vidas Separadas, tropeçou e quase foi ao chão quando corria ao palco para receber o prêmio. No discurso, Niven pediu desculpas pelo tropeção e justificou: "Excuse-me... I'm loaded." Ou seja, "Desculpe-me... Estou bêbado." O ator era conhecido por seus pileques de uísque escocês. Mas Niven não foi o único a chamar atenção naquele ano. A atriz inglesa Wendy Hiller, Melhor Atriz Coadjuvante pelo mesmo filme, esbravejou: "Ao diabo com a honraria... Só espero que esse prêmio signifique dinheiro. Muito dinheiro!" Por fim, o mestre-de-cerimônias Jerry Lewis suou o smoking para entreter a platéia, depois de todos os prêmios entregues. Os relógios marcavam 21h40, mas o horário deveria ser preenchido até as 22h. Lewis improvisou chamando Mitzi Gaynor para acompanhá-lo no número "There's no Business Like Show Business" e levou ao palco 70 celebridades, entre eles Cary Grant, Ingrid Bergman, Sophia Loren, Lawrence Olivier e Bette Davis. A música foi cantada quatro vezes e Lewis roubou a batuta do maestro Lionel Newman para reger a orquestra. Depois de tantos vexames nada esperados pela Academia, a emissora NBC - responsável pela transmissão do evento - encerrou a festa faltando ainda 10 minutos. No tempo restante, a NBC exibiu um documentário sobre armas.

Fonte: http://www.cineclick.com.br
Oi gente...ando numa fase "cinema"...na verdade eu amo cinema..sou daquelas que curte o filme mais chato (palavras da minha ex Pri)...Quando ia para sampa encontra-la ir ao cinema era um parto...nossos gostos sao completamente distintos...eu queria assistir "nenhuma a menos" e ela "american pie"...era mais ou menso assim...entao quando tinha algum filme "chato", como dizia ela, eu ia ao cine sozinha...so que quando era essas comédias "baratas"...é fazer o que?..eu ia tb.

Um dia saimos para irmos ao cimena...ela sabia que esse tipo de filme nao era muito a minha praia...mas ela enrolou e me convenceu...chegando no Morumbi eis a noticia: a sala que estava passando o filme era a mesma que na semana anterior tinha sido palco daquele "exterminio" realizado por um estudante de medicina, vcs lembram?....Vcs imaginam como fiquei...rs..quem me conhece sabe o quao paranoica sou com esse lance de sangue...violencia...morte e, pricipalmente, fantasmas...surtei!...Qaundo me deparo com esses assuntos fico mal...minha pressao baixa...fico pálida..nao é frescura...é mais forte que eu...basta falr algo que contenha sangue...corte..machucado...que fico detonada....Entao era uma bela desculpa para nao assistirmos ao filme...doce engano o meu...ela nao desisitu fomos...e fomos para o Iguatemi...Tudo bem dei boas risadas...lembro que o que mais me divertiu foi o fato da maioria da plateia ser "japa"...juro nunca vi tanto japa junto...rs...e a cena em que o maluco (um dos meninios do filme) toma a cerveja depois do amigo gozar no copo valeu pelo resto do filme...

Entao vamos a algumas curiosidades da "telona":

Comentários ao Oscar

DIRETORES


O comediante Will Rogers deu trabalho na festa de 1933. Para entregar o prêmio de Melhor Atriz, ele chamou ao palco duas atrizes como ganhadoras para descobrirem que uma terceira era a vencedora, Katherine Hepburn (Manhã de Glória). Além disso, outra gafe foi cometida por ele: após um discurso elogiando o ganhador do prêmio de Melhor Direção, disse: "Venha buscá-lo, Frank." O detalhe era que dois Franks concorriam ao prêmio: Frank Capra (Dama por um Dia) e Frank Lloyd (Cavalgada). Capra levantou-se e, já perto do palco, percebeu que o ganhador era Lloyd. Em suas memórias, Capra conta sua volta como "a mais longa, triste e difícil caminhada da minha vida". No ano seguinte, em compensação, Capra ganhou o Oscar de diretor por Aconteceu Naquela Noite.


Em 1940, o diretor Frank Capra resolveu vingar-se do comediante Will Rogers. Ao apresentar o prêmio de Melhor Direção, Capra chamou ao palco todos os concorrentes (George Cukor, Alfred Hitchcock, Sam Wood e William Wyler) para dizer que o vencedor era o diretor de As Vinhas da Ira, John Ford. Detalhe: Ford era o único candidato ausente da noite.


Entre 1945 e 1961, Alfred Hitchcock e Billy Wilder disputaram o Oscar de Melhor Direção em quatro ocasiões. Wilder ganhou duas e Hitchcock nenhuma.


John Ford foi o diretor que levou mais estatuetas para casa - quatro, no total. No entanto, outros diretores também ficaram famosos por suas derrotas: Clarence Brown, Alfred Hitchcock e King Vidor foram derrotados cinco vezes.


O diretor Steven Spielberg é um dos mais influentes em Hollywood, mas recebeu seu primeiro Oscar como diretor somente em 1993, por A Lista de Schindler. Na cerimônia de 1976, seu primeiro grande sucesso, Tubarão, era um dos grandes concorrentes da noite e tinha grandes chances de abocanhar os principais prêmios. A certeza de que ganharia o Oscar de Melhor Filme era tão grande que Spielberg autorizou uma equipe de filmagens para registrar sua reação no momento em que chamassem seu nome. Assim que Milos Forman foi anunciado o vencedor por Um Estranho no Ninho, Spielberg não conseguiu esconder a decepção. Colocou as mãos na cabeça e disse: "Não acredito."